Inveja e Medo

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A inveja é algo subjacente à existência humana. Há crianças invejosas, adolescentes invejosos e adultos invejosos. Há pessoas que não aguentam sequer ver passar um Ferrari na rua sem afirmar que o dono é ladrão ou traficante. Embora haja, com certeza, traficantes e ladrões que compram Ferraris, há pelo menos a necessidade de dar o benefício da dúvida.

Será justo tirar logo este tipo de conclusões podendo estar do outro lado um investidor, um CEO, alguém realmente bem sucedido?

Por outro lado, existe aquela pessoa que contempla o carro e fica curiosa sobre o caminho que o seu dono fez para o poder ter. Esta é aquela pessoa que gostaria de ter um carro assim, mas não se importa com o que outro tem. Antes, admira o que o outro possa ter feito para lá chegar.

Poderemos chamar a isto inveja? Se inveja é o desejo de ter o que uma terceira pessoa possui, então é. A última, a ser, será baseada na curiosidade.

Assim, poderemos distinguir a inveja inerte com a inveja que move para a acção.

Quanto ao medo, é notório que o verdadeiro e grande invejo é aquele que tem mais medo. É aquele que não quer sequer saber o caminho do sucesso alheio porque acha que não conseguirá atingir algo semelhante.

O curioso interessa-se, pergunta, consulta, luta e crê que consegue. Não tem medo de não conseguir.

O medo, transversal à nossa natureza, é uma defesa cerebral primária. O cérebro usa-a para se proteger. Todos temos medo porque os nossos cérebros se protegem. O curioso combate este medo pelo meio da sua procura incessante dum caminho.

Eu próprio faço isso, como digo no vídeo. Aprender é uma das formas do entusiasmo pela acção suplantar o medo, libertar-nos da inveja inerte e fazer-nos apreciar o percurso daqueles que conseguem o que nós gostaríamos de ter.

O caminho deles deve ser para todos um exemplo, não uma afronta a invejar. Se eles chegaram a esse destino algo fizeram que nós podemos replicar.

Podemos chegar ao mesmo sítio se aprendermos com os seus passos, fase determinante e única, porque há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.